Sumário :

As rendas de bilros

A cerveja belga

O chocolate

As receitas

 

 

I

As Rendas de Bilros

Várias regiôes quer na Bélgica quer em França ou em Itália, reivindicam a criação deste trabalho. Em qualquer dos casos, a sua origem está associada a uma figura religiosa ou a uma figura divina. No Museu Real de Bruxelas, o tríptico de Quentin Metsys A Lenda de santa Ana (a santa padroeira das rendilheiras), do princípio do séc.XVI, mostra uma mulher usando uma camisa enfeitada com galões e fitas. Os primeiros livros com exemplos são desta altura.
Os diversos tipos de  renda distinguem-se quer pela natureza  do trabalho quer pelo nome das localidades a que pertencem. Flores grandes ou por ex. renda de Bruxelas, de Bruges, etc. A renda é uma consequência do bordado. Em França, Colbert promoveu o desenvolvimento desta actividade a partir de  Alençon.
 

 A renda de bilros realiza-se sobre uma base onde se vai picando o motivo. Os pontos formados a partir dos fios enrolados nos bilros são presos por alfinetes que a rendilheira desloca à medida que o trabalho avança sobre uma almofada em forma de tubo ou sobre uma tábua plana. A renda de bilros pode ser feita a partir de duas técnicas : o fio cortado e o fio contínuo.

A renda Duchesse de Bruxelles que deve o seu nome à duquesa de Brabant é o exemplo mais rico da renda com os fios cortados.

A renda de Binche é a renda de bilros que utiliza a técnica dos fios contínuos. A sua especialidade é a renda Duchesse.

A renda de Bruges inclui um género Duchesse de Bruges, menos rico que a Duchesse de Bruxelles mas também muito belo.

 

A renda no séc. XIX

A delicadeza do ponto de gaze

S

     
         

     

 

                         
  A renda  de Bruxelles.                         A renda de Bruges.

 

Os pormenores
               

 

A renda de Binche
         
`É também chamada Duchesse.            Os motivos florais.

 

O que há de mais bonito nestas pesquisas, é poder verificar uma vez mais que cada país possui laços profundos com todos os outros, mantendo, contudo, a sua própria identidade. As rendas são um exemplo vivo deste entrelaçamento que remonta às  nossas raízes seculares.

 

O nosso site tem como objectivo aproximar as culturas dos nossos países bem como divulgá-las. Pois bem ! Este ano, no mês de Agosto em Portugal, em Vila de Conde, a capital portuguesa da renda de bilros, teve lugar a Feira Nacional d'Artesanato. Nesta feira, deu-se particular relevo à renda de bilros que foi largamente representada pela Bélgica, com várias participantes. 

Na coluna da direita desta imagem, podem ler como título " Os Bilros à volta do mundo"= "La dentelle aux fuseaux autour du monde".

À esquerda, enquadrados, podem ver os nomes e emails das participantes belgas.

No total houve 50 participações. Do Brasil au Canadá, da Austrália à África do Sul, com uma grande maioria da Europa, todos estiveram com trabalhos fora de série.

Uma visita a não perder! Mas, à laia de consolação, vai haver em Outubro, em Bruxelas, o acontecimento que honra este tema : A Bienal Internal da Renda. Este festival terá lugar no Musée du Costume et de la Dentelle. O tema do concurso este ano será "Identidades das novas rendas "

 

Bibliografia:

La dentelle aux fuseaux

La dentelle à Binche

La Dentelle aux fuseaux, la dentelle à l'aiguille

Technique de la dentelle

Vila Do Conde

Yahoo! Encyclopédie

Dentelle-Lace Trading International nv.

Real Belgian Lace, Louise Verschueren, Brussels, Belgium

continuação

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